Destaque!!!

Destaque!!!
Contagem regressiva para o lançamento de Harry Potter e as Reliquias da Morte - parte 2.

sábado, 30 de abril de 2011

# WeLuvRonMione - Vídeo

Anne: Ai gente, lá tava eu dando uma olhada na net quando vejo esse vídeo aqui, ele é super bem feito, como Ron e Mione merecem # preciso dizer que gamei? não né? # então taí procês (como diz titia...kkk),espero q gostem!


Ai! Cadê meu lencinhu nessas horas???
Priiiiiiiiiiima! Cadê tu?
Vê se aparece logo pra postar umas novidades e deixar euzinha chorar no teu ombro!


Magra by Anne

Micro-história baseada na musica Magra de Lenine, então aconselho que se leia ouvindo a música que marca o ritmo da história e da dança da personagem.



♫ Moça, pernas de pinça
Não posso deixar de nota-la
Alta, corpo de lança ♫
Dança seu corpo transmitindo tudo e nada.
♫ Magra, olhos de corsa ♫
Ela me lança um olhar indeterminado, sorri um meio sorriso e segue dançando.
♫ Leve, toda cortiça ♫
Seus movimentos rápidos e fortes

Ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-Ê

♫ Passa, como que nua ♫
Suas vestes revelando suas curvas.
♫ Calma, finge que voa ♫
Abre os braços em mais um rodopio.
♫ Brasa, chama na areia ♫
Bate palmas e sorri.
♫ Bela, como eu queria ♫
Caminho até ela.

♫ Magra leve e calma
Toda ela bela
Tudo nela chama ♫

Ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-Ê

♫ Segue, enquanto suspiro ♫
Aproximo-me e peço a ela para dançar comigo.
♫ Toda cor de tempero ♫
Suas faces já estão coradas da dança.
♫Cheira, um cheiro tão raro ♫
Sinto-o penetrar em mim.
♫ Clara, como o escuro ♫
E ela nada me diz.
♫ Ela, braços de linho ♫
Mas seu toque é macio ao me dar as mãos.
♫ Hum... Dengo, cheia de manha ♫
Ela se aproxima.
♫ e Peço que venha ♫
A sinto ainda mais perto.
♫ Acordo e sonho que é minha ♫
E ela o é, pelo menos enquanto a musica durar.

♫ Magra leve e calma
Toda ela bela
Tudo nela chama ♫

Ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-ê-Ê

# WeLuvCas S2 - Imagens

Anne: Eu fiz uma seleção de imagens do super anjo da serie Supernatural.
Aqui estão as que eu axei mais bacanas:


Essa aqui foi feita por um artista muito bom que tem outras no seu blog ( dou o link depois):



Esta é perfeita pra proteção de tela:



Cas caricato:


Seleção: Clarice Lispector


Suponhamos

Suponhamos que eu seja uma criatura forte, o que não é verdade.
 Suponhamos que ao tomar uma resolução eu a mantenha, o que não é verdade.
Suponhamos que eu escreva um dia alguma coisa que desnude um pouco a alma humana, o que não é verdade.
 Suponhamos que eu tenha sempre o rosto sério que vislumbro de repente no espelho ao lavar as mãos, o que não é verdade.
 Suponhamos que as pessoas que eu amo sejam felizes, o que não é verdade.
Suponhamos que eu tenha menos defeitos graves do que tenho, o que não é verdade. Suponhamos que baste uma flor bonita para me deixar iluminada, o que não é verdade. Suponhamos que eu esteja sorrindo logo hoje que não é dia de eu sorrir, o que não é verdade. Suponhamos que entre os meus defeitos haja muitas qualidades, o que não é verdade. Suponhamos que eu nunca minta, o que não é verdade.
Suponhamos que um dia eu possa ser outra pessoa e mude de modo de ser, o que não é verdade.

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Me dê a coragem
Meu Deus, me dê a coragem

de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
meu PECADO DE PENSAR.

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Isso é muita sabedoria

Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.

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Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente.

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Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma.

Poema de Victor Hugo

"Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,

Desejo ainda que você tenha inimigos.

Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,

Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,

Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,

Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,

Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,

Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,

Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,

Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,

Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar."

domingo, 24 de abril de 2011

10 things I hate about you

Essa é uma fic que nós encontramos na floreios e borrões que fala sobre nossos queridos Rose Weasley e Scorpio Malfoy (tão fofa!!!) e resolvemos postar aqui, quem quiser mais da autora é so procura-la na FeB que ela tem muitas outras.
P.S.: ela é meio grandinha mas vale a pena #pode confiar#.

10 coisas que odeio em você
by Mily McKinnon

Era difícil me lembrar porque havia decidido seguir por aquele corredor, principalmente quando tudo estava quieto demais atrás de mim. Eu mal podia ouvir meus próprios passos, o que indicava que, talvez, ele houvesse desistido daquela perseguição sem sentido. Não havia nenhuma razão que justificasse o fato dele querer me seguir pelos quatro cantos da escola. Ainda mais insistindo naquela maldita pergunta: “Por que você me odeia?
Ah, por favor, isso era óbvio para qualquer um, por mais incapaz que fosse. Eu o odiava pelo simples fato de viver se metendo em meu caminho – sem ser convidado.
Quero dizer, para que ele precisava ficar me cercando o tempo inteiro, como se fosse meu melhor amigo ou coisa assim? Não havia nenhuma necessidade para aquele comportamento ridículo. Mas, é claro, mesmo com todos os meus protestos, ele agia de forma imbecil apenas para me ver sair do sério e ficar vermelha de raiva – e de tanto gritar também.
- Eu ainda estou aqui.
A voz dele fez com que eu voltasse para a minha realidade absurda. Era tão desconfortável correr de alguém em um corredor deserto! Principalmente quando sabia que não havia nenhum motivo para aquela fuga desenfreada.
- Claro que está. – minha voz saiu áspera e cansada – Minhas esperanças de que você se perca pelos corredores foram erradicadas, principalmente por estarmos no último ano da escola. Infelizmente você conhece isso aqui tão bem quanto eu.
Ele riu, e mesmo estando a alguns passos atrás de mim, tive a certeza de que revirou os olhos. Suas manias não eram mais algo incomum para mim, já que de uns tempos para cá ele havia decidido ser quase minha sombra, o que não me deixava escolha e me fazia tomar conhecimento desses pequenos detalhes que faziam ele... Bom, detalhes que faziam ele ser ele, se é que existe algum sentido nisso.
Virei em um corredor um pouco mais escuro, e embora eu torcesse para que minha atitude o fizesse desistir e voltar para seu Salão Comunal, tinha certeza que a pouca luz não o intimidaria.
- Você não deveria fugir de mim, sabia? – ele falou tranquilamente, deixando uma risada abafada tingir bem sua frase – Só estou atrás de uma resposta e sabe disso.
Fiquei impressionada quando o desejo de gritar me possuiu. Queria dizer coisas bem feias e sujas, para afastá-lo, mas sabia que isso só iria fazer com que ele risse de mim e, de quebra, ainda poderia receber uma detenção por ficar berrando impropérios no corredor – o zelador Filch adoraria me levar até a Sala de Troféus e me fazer limpá-los da forma trouxa.
Lentamente – ainda ignorando a vontade absurda de gritar palavrões até que o ar em meus pulmões fosse escasso – me virei para encarar a figura imóvel dele encostada à parede, me encarando de forma avaliativa. Irritante!
- Vá embora! – ordenei. Meus dentes cerrados impediam que minha voz saísse mais alta que o planejado.
Ele suspirou e passou a mão pelos cabelos louro-platinados, lançando um olhar avaliativo sobre mim logo em seguida. Desprezível.
Nada me tirava mais do sério quando o olhar dele caía sobre mim. Seus olhos azul-acinzentados me avaliavam de forma profunda e especulativa. Parecia que, de alguma forma incomum, ele conseguia ler meus pensamentos enquanto me observava daquela forma.
- Me responda primeiro e prometo que terá a sua tão sonhada paz.
Eu poderia ser boa e até mesmo sensível, mas não era idiota. Sabia perfeitamente que se desse a ele suas respostas, não conseguiria nenhuma paz. Na linguagem dele, a minha tão sonhada tranqüilidade provavelmente significava não ter que aturá-lo nas aulas que não fazíamos juntos – que eram apenas duas: Trato das Criaturas Mágicas (eu havia escolhido continuar nessa matéria apenas por Hagrid) e Astronomia. Há-há, se ele pensava que eu cairia nessa, estava muito enganado.
- Eu não quero responder as suas perguntas, Malfoy! – disse um pouco histérica – Você tem algum problema mental que dificulta a compreensão das coisas?
Ele riu mais uma vez e balançou a cabeça, ao mesmo tempo em que dava dois passos em minha direção, fazendo-me recuar em direção à parede. Tarde demais eu descobri que aquele era um dos corredores que não davam em lugar nenhum, e que, possivelmente, era um dos locais proibidos da escola.
- Não, Weasley, eu não tenho problemas mentais, apesar de você insistir nessa teoria. – ele me respondeu, ainda ostentando o sorriso de escárnio no rosto – Mas, creio que faz isso apenas para ganhar tempo, não é? Inventar teses malucas ao meu respeito deve ser uma maneira confortável de fugir da minha pergunta tão simples.
Aquela falsa acusação definitivamente me irritou. Quero dizer, quem aquele idiota pensava que era para sugerir que eu, Rose Weasley, era uma covarde? Eu não estava fugindo da pergunta dele coisíssima nenhuma! Só achava que como nos “conhecemos” há sete anos, já havia ficado mais que óbvio os motivos pelos quais não o suportava.
E foi exatamente essa explicação que tentei dar a ele.
- Eu não estou fugindo da sua pergunta, Malfoy. – comecei e fiquei surpresa ao ouvir minha voz soar clara, apesar da nossa proximidade perturbadora – Simplesmente achei que fosse mais inteligente que isso. É tão notável para todo mundo os motivos pelos quais não o suporto, que achei que você conseguiria encontrar a sua resposta sozinho.
Ele estreitou os olhos – mais claros e brilhantes naquele corredor parcialmente iluminado – para mim e se aproximou ainda mais, me obrigando a recuar o máximo que podia, no que acabei terminando encostada na parede. Suas mãos foram parar uma de cada lado da minha cabeça, e ele sorriu ao me ver encará-lo com aquela expressão inconformada e assustada.
- Hmm... Partindo da ideia de que não sou suficientemente inteligente para entender seus motivos, poderia me explicar por que me odeia?
- Não! – minha voz soou perturbada dessa vez. Eu não gostava mesmo daquela proximidade, principalmente quando meu coração parecia falhar uma batida e assumir um ritmo descompassado logo depois.
- Rose...
- Weasley!
- Rose Weasley – ele sorriu, ainda perto demais, e senti vontade de socá-lo, mas, como sempre fui totalmente contra a violência, apenas reuni toda a minha força e tentei empurrá-lo para longe de mim... é claro que ele não se mexeu –, eu sempre achei que pessoas como você sentiam uma necessidade absurda de serem simpáticas e prestativas para pessoas como eu.
- Pessoas como você? – repeti a última frase de um jeito meio débil. Descobri que aquela proximidade de corpos não fazia muito bem para as minhas pernas; elas ficavam moles como o pudim que costumávamos comer na sobremesa.
- Pessoas incapazes de compreender fatos tão óbvios, ou como você costuma dizer, pessoas com problemas mentais. – ele respondeu, tranqüilo, e senti meus nervos se agitarem. Nunca fui uma pessoa violenta, mas naquele momento quis dar um belo soco em seu nariz.
- Malfoy, me deixe em paz! – tentei empurrá-lo novamente para longe e, dessa vez, consegui. Ou talvez ele tenha se afastado por pura vontade, não sei – Isso já está ficando ridículo. Vá atrás de uma de suas namoradinhas idiotas e me esqueça. Por que é tão difícil para você manter uma distância segura? Eu odeio você, aceite isso de uma vez e pare de me importunar!
- Por quê?
- Por que o quê?
- Por que você me odeia?
Revirei os olhos e bati com a cabeça levemente na parede. Por que ele não desistia?
- Por uma série infinita de motivos!
- Então me diga eles!
- Eu não sei se você sabe, mas o infinito não pode ser contado. – minhas sobrancelhas estavam franzidas em sinal de descrença. Não que eu achasse que Scorpius Malfoy fosse exatamente a pessoa mais inteligente do mundo – apesar de suas notas contradizerem minha tese dele ser um completo patife –, mas qualquer pessoa sabe o conceito de infinito.
Foi a vez dele revirar os olhos e retirar uma das mãos da parede para passá-las pelos próprios cabelos.
- Eu sei que você ficará chocada quando lhe disser isso, mas sei o que o infinito significa, Rose. – Scorpius tingiu sua frase com o mais profundo sarcasmo, e me encarou novamente com os olhos estreitos – E, essa sua tentativa de sair pela tangente só prova que estou certo.
- Está certo sobre o que? – perguntei confusa. Às vezes Scorpius tinha o dom de me fazer perder a linha de raciocínio.
- Estou certo sobre o fato de que não sabe os motivos que te levam a me odiar tão profundamente. – Scorpius disse; um sorriso vitorioso brotou no canto de seus lábios no mesmo instante.
Fechei meus olhos; uma reação quase instantânea ao seu sorriso, mas não pude evitar. Ergui minhas mãos e levei meus dedos às têmporas, para massagear devagar. Toda aquela conversa estava me dando dor de cabeça.
- O que você quer de mim, Malfoy? – perguntei, sem perceber imediatamente o duplo sentido daquela frase.
- Apenas a resposta – ele respondeu, ignorando totalmente o duplo sentido da frase – E, para isso, proponho um trato.
Uma risada sem humor escapou por entre meus lábios.
- Qual trato? – perguntei ainda sem abrir os olhos.
- Você disse que tem motivos infinitos para me odiar, portanto, creio que não será difícil encontrar dez razões que justificam tal sentimento. – ele respondeu pausadamente – Então o trato é o seguinte, Rose: diga-me dez coisas que odeia em mim e prometo deixá-la em paz... E, dessa vez, não somente nas aulas que não fazemos juntos.
Fiquei em silêncio por alguns segundos. Precisava ponderar a respeito daquela opção, mesmo que minha decisão já estivesse parcialmente tomada. Há-há, listar dez coisas que odiava nele não era algo realmente complicado. Poderia fazer isso literalmente de olhos fechados, mas seria indelicado de minha parte continuar com aquela conversa sem encará-lo.
Um sorriso brotou em meus lábios ao imaginar o quanto seria bom poder caminhar pelos corredores sem correr o risco de trombar com ele em algum e aturá-lo me seguindo pelo restante do caminho.
- Certo – disse e abri os olhos no mesmo instante –, lhe dou dez motivos e você me deixa em paz.
- Ótimo!
- Ótimo! – concordei.

~*~

Eu meio que precisava de espaço para raciocinar. Ter Scorpius me encarando tão perto dificultava o trabalho do meu cérebro de formar frases coerentes e minhas pernas não reagiam de forma correta quando ele estava tão próximo. Na verdade, eu precisava admitir que minhas pernas não reagiam bem nem mesmo quando pensava nele – não que eu fizesse isso com freqüência, é claro que não.
Como o corredor estava vazio e ninguém havia notado a nossa falta – pelo menos não ainda – me permiti andar de um lado para outro, parecendo uma maluca, enquanto tentava encontrar dez motivos que pudessem ser citados sem que eu precisasse levar a noite inteira falando e explicando.
Scorpius sentou-se no chão de forma relaxada, e continuou me encarando daquela forma paciente e indecifrável.
Suspirei. Era melhor começar logo antes que ele começasse a contar vitória.
- Eu odeio o seu jeito de falar – disse, franzindo o cenho ao me lembrar das vezes em que seu tom debochado me tirou do sério – Você está sempre agindo como se não ligasse para nada e, definitivamente, isso não é bom. As pessoas precisam demonstrar mais do que sarcasmo, deboche e ironia, quando vão falar com as outras; talvez em seu planeta particular isso não aconteça, mas não são todos que ficam a vontade ao serem bombardeados com palavras carregadas de humor negro e falta de compaixão.
Scorpius me encarou em silêncio por uns longos dois minutos. Seu cenho estava franzido e seus olhos concentrados em algum ponto atrás da minha cabeça. Estava processando aquela informação, disso eu tinha certeza, mas por algum motivo senti minhas pernas amolecerem de um jeito estranho – não como o jeito de pudim –, mas de um jeito nervoso. Era como se meus joelhos fossem começar a tremer ali e se isso acontecesse seria muito constrangedor.
E então, depois de lutar com minhas pernas e a síndrome treme-treme, ele finalmente suspirou e encarou diretamente meus olhos. Ele ainda estava sentado, de modo que pude desviar o meu olhar para um ponto fixo acima de sua cabeça.
- Você odeia o fato d’eu ter uma das características que me torna um Sonserino? – a pergunta dele era retórica, eu tinha certeza – Isso é ridículo! Seria como se eu dissesse que odeio você por ser corajosa e leal aos seus amigos.
- Não é a mesma coisa! – protestei – Você pode ser frio, calculista, esperto, sarcástico, enfim, pode ser qualquer coisa, isso não me incomoda. O que realmente me faz sair do sério é ver a forma como fala. É como se todas as pessoas não significassem nada; como se ninguém merecesse uma palavra verdadeira de amizade, e sim apenas um turbilhão de comparações e piadas sem graça, elaboradas por alguém que não tem consciência de que o modo como as palavras soam podem magoar.
Ele arregalou os olhos por um momento, mas a expressão de espanto e revolta se suavizou logo em seguida.
Scorpius não parecia querer iniciar uma discussão gigantesca ali.
- Prossiga! – ele disse com alguma emoção disfarçada em sua voz.
Eu quis revirar os olhos e enfatizar o quanto aquela conversa era absurdamente ridícula, mas tínhamos um trato; e eu não sou pessoa de quebrar acordos.
- Eu odeio o seu jeito de olhar – disse e minhas palavras soaram estranhas até para mim – Quer dizer, você está sempre olhando para as pessoas de modo superior, como se fosse mais importante do que qualquer um aqui. Talvez não repare isso, ou se reparar, ignora o fato de que agir dessa forma o faz parecer absurdamente metido. Acho que ainda não percebeu que aqui, ou até mesmo fora daqui, não é superior a ninguém! Seu dinheiro, sua inteligência e até mesmo seu sobrenome poderoso não muda o fato de ser igual a todos os outros que o cercam. No final das contas, apesar de olhar todos de cima, você é exatamente como nós: um estudante no ano de formatura, lutando para conseguir se livrar de toda a pressão estudantil.
Eu esperava que Scorpius risse na minha cara ou reagisse me lançando um de seus argumentos idiotas.
Mas ele não reagiu.
Na verdade, ele fechou os olhos e suspirou, como se de repente tivesse ficado bastante cansado.
- Certo, continue. – ele disse e abriu os olhos rápido demais, me fazendo saltar. O brilho daquela íris acinzentada era forte e enigmática demais para que eu pudesse ignorar.
- Eu já te dei duas razões, Malfoy, isso não é suficiente? – mordi meu lábio inferior ao vê-lo me encarar de forma avaliativa mais uma vez.
 - Fizemos um trato que, sinceramente, estou inclinado a desobedecer, uma vez que para mim é bastante divertido segui-la e tirá-la do sério. Seja boazinha e cumpra sua parte, antes que eu esqueça que fui um bom moço ao propor deixá-la em paz e esqueça o nosso acordo.
Pisquei atordoada.
- Você me deixou confusa. – admiti.
- Isso é um bom sinal! – ele sorriu com todos os seus dentes brancos para mim, e, para minha surpresa, minhas pernas responderam a esse gesto com a síndrome treme-treme.
- Odeio sua forma de agir – disse rapidamente, antes que meus joelhos cedessem e Scorpius pensasse que minha queda fosse resultado de algum pânico oculto – E, dessa vez, me sinto a vontade para dizer que é sua forma de agir com relação a mim, já que, felizmente, não fico vinte e quatro horas por dia ao seu lado para saber se age dessa forma com todas as pessoas.
“Desde os onze anos eu me pergunto o motivo disso. Por que, Malfoy, você tem que agir dessa forma tão injusta comigo? Não pode simplesmente fingir que eu não existo? Faz isso tão bem com todas as pessoas a sua volta, por que comigo tem que ser diferente? É bastante frustrante saber que eu não gosto de alguém, já que me sinto péssima por nutrir um sentimento negativo por qualquer pessoa, mas você não facilita as coisas, não é? Está sempre me provocando, e para que?”
Eu esperava que Scorpius reagisse de alguma forma e ficasse tentado a responder minhas perguntas, mas ao invés disso ele continuou sentado, me encarando inexpressivamente – pelo menos eu não conseguia decifrar aquela expressão em seu rosto.
- Você não vai me responder? – perguntei frustrada mais uma vez.
- Te darei todas as respostas quando terminar de me dar seus motivos. – ele respondeu simplesmente.
Eu não sabia a razão, mas de repente fui tomada por uma incrível vontade de gritar e chorar, tanto que precisei morder a língua para que isso não acontecesse. Eu já deveria estar com uma expressão bastante infantil, se começasse a agir daquela forma apenas confirmaria que eu era uma criança presa no corpo de uma menina de dezessete anos.
Aquilo tudo me parecia muito injusto. Por que eu deveria dizer as razões pelas quais o odiava e ele não poderia se dar ao trabalho de responder minhas perguntas? Garanto que elas eram mais fáceis de serem respondidas do que listar dez motivos para se odiar alguém.
Scorpius estava sendo absurdamente irritante ao se recusar a responder meus questionamentos. Eu queria saber por que ele não me deixava em paz; porque insistia em me seguir pela escola e agir como se fossemos amigos há tempos, quando na verdade mal trocávamos palavras que não eram necessariamente ofensivas.
Mas é claro que ele se recusou a fazer isso. Ele era um verdadeiro covarde. Era provável que não tivesse nenhuma resposta para mim, e esquivar-se das perguntas fosse uma forma eficaz de ganhar tempo para elaborar uma explicação razoável e que, no final das contas, fizesse algum sentido, ainda que não fosse verdadeira.
- Rose? – ouvi Scorpius me chamar, mas não quis encará-lo. Estava ocupada demais com meus devaneios.
Afinal, se ele queria mesmo me enrolar, por que não começava a fazer isso naquele momento? Não fazia sentido, fazia? Quer dizer, ele tem mesmo aquele jeito de bom mentiroso, como todo Sonserino. Não deveria ser difícil para ele encontrar alguma resposta – ainda que fosse falsa – para os meus questionamentos.
Por que ele agia daquela forma? Era para me enlouquecer? Porque, sinceramente, se esse fosse o objetivo de Scorpius, estava conseguindo.
- Rose? – Scorpius me chamou mais uma vez e novamente ignorei.
Eu não deveria estar andando de um lado para o outro, irritada por não ter minhas perguntas respondidas. O trato dizia: dê-me dez razões e eu paro de segui-la; e não: dê-me dez razões, eu respondo suas perguntas e paro de segui-la. De fato, havia uma grande diferença entre as duas frases.
Argh, eu não deveria estar incomodada, afinal. O que estava acontecendo comigo?
- Rose?
Dessa vez o chamado de Scorpius veio acompanhado de sua mão segurando meu braço e me virando para encará-lo.
Minhas pernas amoleceram.
- Qual é o seu problema? – ele me perguntou pausadamente. Provavelmente era eu quem estava parecendo que tinha algum problema mental agora.
Fiquei calada.
- Não vai responder minha pergunta?
- Você não respondeu nenhuma das minhas!
- Eu disse que responderia assim que terminasse de listar suas razões.
- Qual é o problema de respondê-las agora?
- Nenhum, mas prefiro ouvir todos os seus motivos primeiro.
Tentei puxar meu braço para longe, mas Scorpius não afrouxou o aperto. Ele não estava me machucando, mas, como já disse, ficar próxima demais a ele fazia algo estranho acontecer com minhas pernas... E com o meu coração.
E eu não gostava disso.
- Sabe de uma coisa? – comecei a dizer, visivelmente perturbada – Eu não sou obrigada a ficar dizendo nada a você. Então, se quer me seguir, faça isso! Ande feito um idiota atrás de mim e espero que fique bastante feliz ao ser ignorado.
Puxei meu braço da mão de Scorpius e comecei a me afastar.
Não fui muito longe.
No meu primeiro passo, Scorpius quase gritou meu nome. No segundo, ele esmurrou a parede, irritado. No terceiro ele me pediu para esperar. No quarto, ele me alcançou e segurou meu braço novamente, fazendo-me parar quase imediatamente... E, quando eu estava pronta para me soltar de seu aperto de aço e dar meu quinto passo, ele me puxou de encontro ao seu corpo e a única coisa que pude sentir depois disso foram seus lábios pressionados sobre os meus.
Se antes minhas pernas pareciam um pudim mole demais por passar tanto tempo fora da geladeira, agora a síndrome treme-treme havia aumentado consideravelmente.
Eu não estava pronta para sentir os lábios de Scorpius sobre os meus daquela forma. Não posso dizer que nunca imaginei como seria beijá-lo, porque estaria mentindo. Todas as garotas da escola já haviam imaginado como deveria ser bom estar nos braços dele. Pelo menos era o que eu pensava.
Assim como eu não estava pronta para sentir o beijo de Scorpius, também não estava pronta para reação do meu corpo ante o toque dele. Cada parte em que as mãos dele tocavam deixava um rastro de fogo. Era estranho e delicioso o calor que emanava de nossos corpos. Eu poderia beijá-lo daquela forma lenta e provocante pelo resto da minha vida.
Foi essa constatação que me fez recuperar os sentidos e afastá-lo, antes que aprofundássemos o beijo.
Eu não suportava Scorpius Malfoy, por que diabo estava imaginando que poderia beijá-lo pelo resto da vida? E, por que minhas pernas ainda estavam sob o efeito treme-treme, quando ele não estava mais me tocando?
- Nunca.mais.faça.isso! – consegui cuspir as palavras através dos meus dentes cerrados.
- Desculpe, mas não posso prometer isso.
- Você disse que me deixaria em paz! – reclamei histérica.
- Se você listasse dez coisas que odeia em mim, mas não fez isso!
Senti o sangue ferver em minhas veias e toda a raiva do momento ser canalizada diretamente para minhas vias lacrimais. Meus olhos estavam embaçados pelas lágrimas de ódio que se formaram, e eu não pude evitar que minha voz se elevasse alguns decibéis quando comecei a falar novamente.
- Eu odeio o seu jeito de olhar; odeio o seu jeito de falar; odeio sua forma de agir – repeti as três razões que já havia dito – odeio seu sorriso e odeio a sua mania idiota de passar as mãos nos cabelos; odeio quando está certo, e, principalmente, quando sou obrigada a admitir isso; odeio ter que falar com você, porque, de alguma forma absurdamente rápida, você me tira do sério em menos de um minuto; odeio quando se aproxima de mim, porque minhas pernas reagem de uma forma estranha e ficam moles como um pudim; odeio também o fato do meu coração falhar algumas batidas antes de assumir um ritmo descompassado quando vejo você sorrir, falar, olhar, passar as mãos no cabelo, se aproximar de mim, agir como um completo tolo e ficar me seguindo pela escola...
Não é preciso ser um gênio para adivinhar que a essa altura eu já estava chorando. Não porque eu havia dito as razões para ele, é claro que não. Eu estava chorando porque no meio daquele jorro de palavras, havia constatado um fato óbvio: Eu estava irrevogavelmente e incondicionalmente apaixonada por Scorpius Malfoy.
- Rose, eu... – Scorpius ergueu as mãos para tocar meu rosto e recuei dois passos, como se com aquele gesto ele pudesse me machucar.
- Me deixe em paz, por favor – minha voz não passava de um sussurro.
- Eu nunca entendi os motivos que a levavam fugir de mim, sabia? – Scorpius deu uma risada seca – Era difícil entender porque você se afastava, quando eu tentava ser simpático... Eu queria ser seu amigo, mas parece que gentileza era uma tática errada para conseguir sua atenção, daí decidi mudar a estratégia. Ser insuportável parecia dar mais certo. Você pelo menos respondia minhas perguntas dessa forma.
Meu cenho estava franzido e eu tinha certeza que minha expressão era de total confusão, afinal, o que ele estava falando? Eu não conseguia entender nada.
- Você parecia ter uma aversão estranha a mim. Nunca fiz nada contra você e, até agora, não compreendia suas razões para ser tão difícil.
- E agora você entende? – não consegui me conter e quando dei por mim a pergunta já havia escapado por entre meus lábios.
- Aham... – ele deu alguns passos em minha direção e me vi novamente obrigada a encostar na parede – Você está apaixonada por mim, Rose!
Meus olhos se arregalaram no mesmo momento em que uma risadinha histérica escapou por meus lábios.
- Eu não estou apaixonada por você! – neguei, embora a frase tenha soado falsa até mesmo para mim. Nunca fui uma boa mentirosa.
Ele riu do meu pânico e ergueu a mão para tocar meu ombro. Não vestíamos mais os uniformes e não foi difícil para ele fazer com que meu casaco deslizasse por meus braços e caísse no chão, para que ele pudesse tocar minha pele exposta.
- Me diga, Rose, essa sensação é boa ou ruim para você? – ele perguntou, enquanto seus dedos desciam suavemente por meus braços, causando um arrepio involuntário em minha pele.
Boa!, eu pensei.
- Ruim! – respondi prontamente.
Ele riu baixinho.
- E isso aqui – ele tocou meu pescoço gentilmente – é bom ou ruim?
Bom, muito bom! Merlin, eu sou uma tarada!
 - Ainda é... Ainda é ruim! – menti tão mal que Scorpius riu abertamente dessa vez.
- Ok... – Scorpius colou seu corpo ao meu, prensando-me ainda mais na parede, ao mesmo tempo em que aproximava seu rosto – Bom ou ruim? – ele murmurou um segundo antes de me beijar.
Meu corpo respondeu imediatamente dessa vez, e novamente me surpreendi.
Minhas mãos foram parar na nuca de Scorpius, no mesmo instante em que as dele foram parar em minha cintura e começaram a me puxar ainda mais de encontro ao seu corpo. Seus lábios de moviam contra os meus de uma forma urgente, ao mesmo tempo em que nossas línguas dançavam em um ritmo praticamente ensaiado.
Então era assim que eu me sentia de verdade... Todo o ódio era uma forma idiota de camuflar meu desejo. Sempre quis tocá-lo, ceder ao meu instinto, mas parecia insano demais desejar estar com ele, quando queria afastá-lo.
- Bom ou ruim? – ele murmurou, quando seus lábios escorregaram por minha mandíbula e colaram-se em minha orelha.
- Bom! – não consegui mentir dessa vez. Meus sentidos estavam entorpecidos demais.
- Ótimo! – ele disse e tomou meus lábios novamente, mas dessa vez com um pouquinho mais de calma.
Eu não queria que aquilo parasse, mas também não sabia o que ele sentia de verdade. Não podia deixar aquilo ir longe demais sem ter certeza de que não estava sendo enganada, embora eu tivesse quase certeza de que acreditaria em qualquer coisa que Scorpius dissesse, ainda que fosse uma mentira.
Afastei meu rosto do dele devagar, mas mantive a proximidade de nossos corpos. Minhas pernas tremiam, e eu temia que fosse cair se tentasse dar um passo para longe.
- Eu estou apaixonada por você... – admiti.
- Eu sei! – Scorpius disse com um sorriso.
- Que bom... Mas... Eu preciso... Eu preciso saber o que voc...
- Eu sou apaixonado por você desde sempre, Rose! – Scorpius disse e então deu uma risada – Francamente, você nunca cogitou essa hipótese? Ah, por Deus, eu sempre pensei que fosse mais inteligente que isso!
Não consegui evitar uma risada também. Agora fazia sentido o fato dele me seguir e agir como um perfeito imbecil às vezes.
- Eu sou meio lerda quando o assunto é romance, certo? – eu disse, ainda entre risos.
Scorpius aproveitou minha distração e me roubou um beijo, antes me de encarar com aqueles olhos zombeteiros.
- Eu estava pensando...
- Loiros pensam?
- Há-há, muito engraçado! – ele revirou os olhos – Enfim, eu estava aqui fazendo minhas contas mentais e percebi que você me disse apenas nove motivos...
Revirei os olhos e pousei minhas mãos sobre o peito dele.
- Vai me dizer que você ainda não percebeu qual é a décima coisa que eu odeio em você?
- Era para eu perceber?
Sorri e me coloquei na ponta dos pés para sussurrar em seu ouvido.
- Eu odeio o fato de te amar! – eu disse e mordisquei o lóbulo de sua orelha – Isso é bom ou ruim para você?
- É ótimo! – ele disse, antes de me beijar mais uma vez.
E, por mais clichê que possa parecer, naquela noite eu percebi que o ditado trouxa que diz que: “O amor e o ódio são faces da mesma moeda”, era uma verdade para lá de absoluta.